Leia ouvindo: Erasure - Always, Madonna - Die Another Day, System Of A Down - Question!, Flo-Rida - Sugar.
Um belo e maldito dia de sol...
Meus amores, queridos e maravilhosos leitores desta mierda,
Desculpem-me por ficar esse tempo todo sem escrever. Mas é porque bateu uma preguiça e eu costumo escrever na casa da minha mãe né, e eu não tenho ido muito lá e vai demorar um pouco até eu ir da próxima vez.
Mas, enfim, hoje eu estou com a Jose em casa e com o mano Pedro na webcam me fazendo companhia.
E me deu vontade de escrever. Essa semana eu acho que, como vou ficar fazendo absolutamente "nádegas" vou dar de presente de dia das crianças para vocês 2 posts, este e o segundo... que será uma bosta.
Sexta-feira foi um dia tenso!
Vou contar pra vocês todos os detalhes, mas antes eu preciso retornar até quarta-feira.
Quarta-feira eu fui pra escola e tal, como todos os dias, de noite fui pra academia, e depois da academia eu voltei pra casa.
Logo depois que cheguei dei o aviso que que a partir de segunda até sexta-feira da próxima semana (no caso, essa semana) não teria aula. E então meu pai perguntou:
- Você vai ter aula normal amanhã e depois?
- Vou sim, por que? - respondi
- Preciso que faça um favor pra mim amanhã de manhã. Quero que você vá até a casa da sua tia, pegue um envelope e traga para mim de noite.
- Tudo bem, eu trago, mas pra isso eu vou precisar faltar na escola...
- Não tem problema, falta no médio, pega o envelope, fica na escola até o técnico e volta pra casa normalmente.
-Tuuuudo bem, eu vou.
Tuuuuuuuudo bem, Laís. Tudo ótimo. Afinal, vamos faltar na bosta do médio não é? Isso é o que importa.
No dia seguinte eu acordei sóóó umas 7h30min da manhã (eu não consigo mais acordar mais tarde do que isso).
Tava um frio do cacete no meu quarto. É sempre assim, quando está 21º lá fora, na minha casa na parte de cima está 19º e no meu quarto está 16º. Depois de levantar fui ao banheiro e não consegui tomar banho porque estava sem água... mas, de boa, já tinha tomado banho ontem à noite, tomo hoje de noite. Escovei os dentes com a àgua que ainda saia da torneira, me troquei, coloquei aquele meu sobretudo MAARAAVIILHOOSOO, peguei o material da escola, coloquei o Bilhete Único no bolso e saí de casa.
Logo depois de chegar no ponto de ônibus notei 3 coisas: que a maioria dos ônibus que fazem quase o mesmo caminho do 2765 - Metrô Tatuapé estavam demorando mais do que o normal e que o tempo estava esquentando, e que algo estava me incomodando muito no meu braço. Quando o ônibus chegou, estava tudo normal, até chegarmos perto do Jd. Danfer. Tinha uma equipe da Sabesp, uma da SpTrans, tomando conta dos ônibus que faziam o desvio, uns 2 caras da CET e um enorme rombo no asfalto, passamos pela rua que o fiscal nos recomendou com dificuldade, pois também havia carros querendo passar por ali, e as ruas para o desvio eram muito estreitas. Depois que passamos por lá, o caminho até o metrô foi normal (apesar de estar suando feito uma porca). Depois peguei a lotação até a casa da minha tia... que eu não lembro a numeração, só o nome. Mas não vem ao caso colocar né.
Cheguei lá em pouco tempo e peguei o envelope, que estava na portaria por não ter ninguém em casa.
Quando saí da portaria o vento estava começando a soprar gelado, me fazendo estender um enorme sorriso no rosto.
Cheguei no ponto de ônibus e esperei a outra lotação para voltar ao metrô Tatuapé.
E aquele incômodo no braço começou a me deixar um pouco alterada no humor, eu só queria ter algum dinheiro para comprar uma camiseta assim que chegasse ao Brás, mas eu não tinha nada, só o material e um casaco de R$180,00! O que diabos eu iria fazer?
Calma Laís, vamos parar no banheiro do Largo da Concórdia e ver o que vamos fazer, pois aquele banheiro já te salvou de alguns problemas várias vezes. Sério.
A vez que mais me lembro daquele banheiro foi quando eu fiquei sem ir ao banheiro o dia inteiro, e na hora da saída eu fiquei com uma puta vontade que não dava pra me segurar, mas eu já estava na metade do caminho!
Então corri para o banheiro do Largo da Concórdia e me aliviei.
Uuuffzz... that's really good.
Então resolvi ir de trem até o Brás, porque é uma estação só e seria mais rápido para me livrar desse estorvo.
Quando cheguei à estação o sol já tinha saído de novo e as pessoas me olhavam com umas caras estranhas do tipo:
"O que essa tapada tá fazendo de sobretudo nesse calor?"
E eu também pensava isso.
Fiz o que podia para andar mais rápido para o Largo, mas não tinha jeito!
Quando eu digo pra vocês que Deus ri da minha cara quando eu estou me lascando, vocês só acham engraçado, mas é verdade, meu!!!
O vento daquela maldita Av. Celso Garcia vinha com tudo pra cima de mim empurrando sujeira nos meus olhos, quando eu parei para limpar os olhos o sapato estava desamarrado, e aquele maldito incômodo estava ali me cutucando. Quando me abaixei para amarrar o sapato o vento me empurrou com tudo para o chão.
Foi pasta, foi mochila, foi óculos, tudo para o chão.
Me levantei com sangue nos olhos pronta pra socar qualquer maldito que aparecesse na minha frente, porque agora eu tinha perdido a paciência. Foram 5 coisas de uma vez pra me chatear!
"TÁ TIRANO JESUS??? TÁ DE BRINKS???"
E me encaminhei para o banheiro. Lá os meus problemas teriam fim.
Cheguei e fui direto para a cabine do meio.
Coloquei a pasta e a mochila no chão e tirei o maldito do casaco para ver o que diabos estava me acontecendo, e então eu quis chorar. Muito, mas não chorei.
Cara, eu sei que é chato para eu falar e para vocês ouvirem, mas eu estava com pelos nas axilas, e o suor estava fazendo aquilo coçar muito - as mulheres sabem pelo que eu estava passando, e alguns homens também, eu acho.
"Mas não é possível! Ontem mesmo isso não estava aí!!! Que porra Jesus, Jeová, Exu, que coisa for, mas que porra." - pensei.
Tão zuando com a minha cara, só pode, só pode.
Mas o pior não foi isso. Eu estava sem nenhum puto no bolso e não dava pra comprar nem uma Gillette pra me livrar daquilo!
E eu queria improvisar, de alguma forma eu tinha que improvisar alguma coisa, achar alguma lâmina na bolsa escondida.
Coloquei a bolsa no colo e comecei a vasculhar até achar o estojo rosa... da Mônica... o estojo de ferramentas do técnico.
TINHA DOIS ESTILETES DENTRO DO ESTOJO! O apelidado "desmontável", pelo Bruno, e um outro que eu guardei de casa, que tava meio véiozinho, meio fraco da lâmina.
Vou tentar tirar esse "nocho" daí com um dos estiletes.
E ,óbviamente, eu vou usar o velho! Imagine só, eu, usar o "desmontável" para arriscar a fazer aquilo com ele.
Mas o triste é que eu passava aquilo e não acontecia nada! Não caia nada dali, e eu não ia ficar ali pegando pelo por pelo pra sair dali, eu tinha que pensar numa outra saída, e rápido.
No mesmo momento eu olhei para o casaco.
"MANO, EU TÔ NO BRÁS! O QUE EU ESTOU ESPERANDO PRA BATER UM ROLO COM ISSO?"
Coloquei o casacão de novo, peguei os materiais e andei pela R. Barão de Ladário inteira lançando a mesma lorota:
- Por favor, senhor(a), eu comprei esse casaco faz pouco tempo e me arrependi muito da compra, pois ele não combina comigo, e queria saber se você não poderia simplesmente trocar esse casaco por uma camiseta de manga qualquer daí, eu não faço exigência, só quero a camiseta... E eu paguei nesse casaco R$180,00 , eu acho que vale a pena. Pode ser?
E todas as vezes eu recebi quase a mesma desculpa como resposta:
- Me desculpe, filha (linda, moça, colega, menina). Mas a barraca não é minha, não posso não. Desculpa aí.
E fui fazendo isso até o cruzamento com a R. Oriente.
E saí questionando a maioria deles até conseguir, mas foi sem sucesso.
No momento em que cheguei na porta da escola estavam reunidos em um grupinho a Bárbara, o Abner, a Mayara (eu acho que é esse o nome dela, se não for eu o corrijo) e o Guilherme. Cheguei lá e abracei todo mundo, e a tristeza pelo casaco acabou ali. Apareceu aquela alegria de ter chegado na escola e aquele monte de gente comemorando a sua chegada como se eles fossem um país que acaba de sair de uma guerra e eu fosse a parada dos soldados que estavam regressando da batalha - comparação tensa.
Aquela energia toda lá, todo mundo se abraçando... mó coisa louca.
Ficou mais louco ainda quando chegou a Nana:
- AE FILHA DA PUTA!!!
- Ae caralho! Cheguei nessa porra!
Aí me levaram pro corredor onde tava toda negada lá:
- Henrique
- Matheus
- André
- Jhonny
- Marcelove
- Amanda
- Toshie
- Gabriel
- Uma menina que eu sempre esqueço o nome
- E a mana Brunão
Quando eu cheguei no corredor, parecia que, sei lá!
Todo mundo gritou feliz mano!
E eu fiquei ainda mais feliz de tão linda que foi a cena.
Cumprimentei toda a negada e agradeci por terem nascido. (own que nênis)
Depois fui até o refeitório confiar todas as minhas mágoas para a Bárbara.
Ela na hora já percebeu pela minha cara qual era o problema.
E simplesmente tirou o blusão da escola da cintura e entregou pra mim, dizendo:
-Não se esqueça de me devolver.
Cara, na hora me deu maó vontade de dar um abraço nela, mas as coisas na minha mão e a pressa de querer trocar de casaco só me deixaram falar:
-AAAAAAAAAAAAAIIIIIINNNNN BRIGADA BÁÁÁÁÁÁRBARAA! CLARO QUE DEVOLVO PÔ!
BRIGADAAAAAA!!!!!
E ela só ria da cara ridícula que eu estava fazendo na hora de agradecer.
Eu gostei tanto daquela hora, que me fez esquecer da maldita manhã que eu tive.
Mas em que maldita trapalhada eu fui me meter hein, Carlos de Campos?
Um bandido completo!
BANDIDO!
Depois daquilo eu só lembro de eu e a moçaiada do técnico irmos para a biblioteca para fazer os exercícios da Tia Vera (designada assim pelo mano Gilson), não consegui terminar tudo a tempo, levei uma baita bronca da professora por ter deixado uma brincadeirinha nas folhas...
Dois "Nem fiz" em espaços onde deveriam estar dois trapézios.
Mas depois veio a parte onde o casaco ganhou utilidade:
Começou a chover no horário de saída do técnico... e como eu e o mano Marcelo estávamos sem guarda chuva, tivemos que ir acompanhados um pelo mano Luiz (eu =D) e o outro pela manolinha Lais (o Marcelo)
Aí tinha umas baita poças no caminho mó doidas, eu que tava segurando o guarda-chuva na dupla né, aí a haste ficava batendo na cabeça dele quando pulávamos para nos desvencilhar das poças (e eu só ria).
Foi a volta na chuva mais divertida da minha vida até agora. Nunca ri tanto num dia de chuva...
E nunca me senti tão bem num dia tão ruim.
Cacá limd/ *-*
E quem viu no começo do post que a música Erasure - Always está sugerida, TEM QUE ESCUTAR!