quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

. .


Um diálogo.



- Simba!
[...]
E Simba caminha até seu pai, e no caminho acaba pisando em uma das enormes pegadas que seu pai deixou pelo chão. E se deu conta de que era muito pequeno e indefeso.

- Simba, eu estou decepcionado com você.
- Eu sei...
- Poderia ter morrido! E o pior, pôs Nala em perigo.
(suspiros)
- Eu só queria ser valente como você!
- Ser valente não é meter-se em encrenca...
- Mas você nunca tem medo de nada!
- Eu tive medo hoje...
- Teve?
- Sim. Achei que ia perder você.
- Sério?
- Uhum...
- Mas, sabe, aquelas hienas tiveram muito mais medo!
- (risos) É porque ninguém se mete com o seu pai! Venha cá

Rapidamente Mufasa pega Simba com uma de suas patas, o apoia sobre seu tórax com o braço e esfrega rudemente a pata sobre a cabeça, brincando, e Simba gritava rindo:

- Ah, não! Para! (risos)

E saem correndo pelo campo, até que Mufasa para, olha para trás e Simba pula sobre suas costas para derrubá-lo no chão.

- Pai?
- Sim, Simba?
- Somos amigos, não somos?
- Sim, Simba.
- E vamos ficar juntos pra sempre, não vamos?

E Mufasa, com um suspiro, senta-se na grama, e começa a falar:

- Simba, deixe-me contar uma coisa que meu pai me contou, olhe para o céu. Todos os reis do passado olham para nós lá das estrelas.
- Sério?
- É... E toda vez que se sentir sozinho, olhe para o céu que eles o guiarão. E em breve... Eu também estarei.









Saudade...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Caralho mano, me enchi já ó

Nossa cara, nunca pensei que ter um blog desse tanto trabalho.
Mas não para as postagens, o trabalho de que me queixo é o mental mesmo.
Mas, como assim trabalho mental?
Ora, meu amigo e minha amiga, eu tenho andado com "tanta coisa na mente" que até meu cérebro reclama pelas portagens que já estão mofando no arquivo. Mas assim que eu pegar no próximo computador (pode ser que eu faça isso no técnico) eu término essa budega.

QUÊ?

Você não está postando direto de um computador?

No, no, babies.
Agora eu fico o dia todo na internet do celular por só R$0,50.
Hehe.
Quem é TIM rula nessa porra!
HUAHUAHUA!

É isso aí, vai todo mundo se foderem.
HUAHUAHUA

sábado, 16 de outubro de 2010

Um pedido de paciência

Meus amores, esse post é rapidinho ok?

Queria avisá-los de que essa semana eu não poderei cumprir a minha promessa de dois posts, porque meu pai acaba de decidir que enquanto eu não entregar um trabalho de química e trazê-lo assinado pela professora eu estarei suspensa do uso do computador

"Laís, big looser"

E então, eu peço novamente desculpas por ser idiota e deixar o trabalho para a última hora e ter que fazer vocês lerem esta merda.
Eu ainda vou fazer o post podre e já tem um post esperando pra terminar nos rascunhos.
Se bem que isso não vai fazer muita diferença na vida de vocês, afinal vocês tem mais o que fazer do que ficar lendo essas porcarias que eu escrevo, certo?

Beijinho!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Sol...

Leia ouvindo: Erasure - Always, Madonna - Die Another Day, System Of A Down - Question!, Flo-Rida - Sugar.

Um belo e maldito dia de sol...

Meus amores, queridos e maravilhosos leitores desta mierda,
Desculpem-me por ficar esse tempo todo sem escrever. Mas é porque bateu uma preguiça e eu costumo escrever na casa da minha mãe né, e eu não tenho ido muito lá e vai demorar um pouco até eu ir da próxima vez.
Mas, enfim, hoje eu estou com a Jose em casa e com o mano Pedro na webcam me fazendo companhia.
E me deu vontade de escrever. Essa semana eu acho que, como vou ficar fazendo absolutamente "nádegas" vou dar de presente de dia das crianças para vocês 2 posts, este e o segundo... que será uma bosta.

Sexta-feira foi um dia tenso!
Vou contar pra vocês todos os detalhes, mas antes eu preciso retornar até quarta-feira.
Quarta-feira eu fui pra escola e tal, como todos os dias, de noite fui pra academia, e depois da academia eu voltei pra casa.
Logo depois que cheguei dei o aviso que que a partir de segunda até sexta-feira da próxima semana (no caso, essa semana) não teria aula. E então meu pai perguntou:
- Você vai ter aula normal amanhã e depois?
- Vou sim, por que? - respondi
- Preciso que faça um favor pra mim amanhã de manhã. Quero que você vá até a casa da sua tia, pegue um envelope e traga para mim de noite.
- Tudo bem, eu trago, mas pra isso eu vou precisar faltar na escola...
- Não tem problema, falta no médio, pega o envelope, fica na escola até o técnico e volta pra casa normalmente.
-Tuuuudo bem, eu vou.

Tuuuuuuuudo bem, Laís. Tudo ótimo. Afinal, vamos faltar na bosta do médio não é? Isso é o que importa.

No dia seguinte eu acordei sóóó umas 7h30min da manhã (eu não consigo mais acordar mais tarde do que isso).
Tava um frio do cacete no meu quarto. É sempre assim, quando está 21º lá fora, na minha casa na parte de cima está 19º e no meu quarto está 16º. Depois de levantar fui ao banheiro e não consegui tomar banho porque estava sem água... mas, de boa, já tinha tomado banho ontem à noite, tomo hoje de noite. Escovei os dentes com a àgua que ainda saia da torneira, me troquei, coloquei aquele meu sobretudo MAARAAVIILHOOSOO, peguei o material da escola, coloquei o Bilhete Único no bolso e saí de casa.
Logo depois de chegar no ponto de ônibus notei 3 coisas: que a maioria dos ônibus que fazem quase o mesmo caminho do 2765 - Metrô Tatuapé estavam demorando mais do que o normal e que o tempo estava esquentando, e que algo estava me incomodando muito no meu braço. Quando o ônibus chegou, estava tudo normal, até chegarmos perto do Jd. Danfer. Tinha uma equipe da Sabesp, uma da SpTrans, tomando conta dos ônibus que faziam o desvio, uns 2 caras da CET e um enorme rombo no asfalto, passamos pela rua que o fiscal nos recomendou com dificuldade, pois também havia carros querendo passar por ali, e as ruas para o desvio eram muito estreitas. Depois que passamos por lá, o caminho até o metrô foi normal (apesar de estar suando feito uma porca). Depois peguei a lotação até a casa da minha tia... que eu não lembro a numeração, só o nome. Mas não vem ao caso colocar né.

Cheguei lá em pouco tempo e peguei o envelope, que estava na portaria por não ter ninguém em casa.

Quando saí da portaria o vento estava começando a soprar gelado, me fazendo estender um enorme sorriso no rosto.
Cheguei no ponto de ônibus e esperei a outra lotação para voltar ao metrô Tatuapé.
E aquele incômodo no braço começou a me deixar um pouco alterada no humor, eu só queria ter algum dinheiro para comprar uma camiseta assim que chegasse ao Brás, mas eu não tinha nada, só o material e um casaco de R$180,00! O que diabos eu iria fazer?

Calma Laís, vamos parar no banheiro do Largo da Concórdia e ver o que vamos fazer, pois aquele banheiro já te salvou de alguns problemas várias vezes. Sério.

A vez que mais me lembro daquele banheiro foi quando eu fiquei sem ir ao banheiro o dia inteiro, e na hora da saída eu fiquei com uma puta vontade que não dava pra me segurar, mas eu já estava na metade do caminho!
Então corri para o banheiro do Largo da Concórdia e me aliviei.
Uuuffzz... that's really good.

Então resolvi ir de trem até o Brás, porque é uma estação só e seria mais rápido para me livrar desse estorvo.
Quando cheguei à estação o sol já tinha saído de novo e as pessoas me olhavam com umas caras estranhas do tipo:
"O que essa tapada tá fazendo de sobretudo nesse calor?"
E eu também pensava isso.

Fiz o que podia para andar mais rápido para o Largo, mas não tinha jeito!

Quando eu digo pra vocês que Deus ri da minha cara quando eu estou me lascando, vocês só acham engraçado, mas é verdade, meu!!!
O vento daquela maldita Av. Celso Garcia vinha com tudo pra cima de mim empurrando sujeira nos meus olhos, quando eu parei para limpar os olhos o sapato estava desamarrado, e aquele maldito incômodo estava ali me cutucando. Quando me abaixei para amarrar o sapato o vento me empurrou com tudo para o chão.
Foi pasta, foi mochila, foi óculos, tudo para o chão.
Me levantei com sangue nos olhos pronta pra socar qualquer maldito que aparecesse na minha frente, porque agora eu tinha perdido a paciência. Foram 5 coisas de uma vez pra me chatear!

"TÁ TIRANO JESUS??? TÁ DE BRINKS???"

E me encaminhei para o banheiro. Lá os meus problemas teriam fim.
Cheguei e fui direto para a cabine do meio.
Coloquei a pasta e a mochila no chão e tirei o maldito do casaco para ver o que diabos estava me acontecendo, e então eu quis chorar. Muito, mas não chorei.

Cara, eu sei que é chato para eu falar e para vocês ouvirem, mas eu estava com pelos nas axilas, e o suor estava fazendo aquilo coçar muito - as mulheres sabem pelo que eu estava passando, e alguns homens também, eu acho.
"Mas não é possível! Ontem mesmo isso não estava aí!!! Que porra Jesus, Jeová, Exu, que coisa for, mas que porra." - pensei.

Tão zuando com a minha cara, só pode, só pode.

Mas o pior não foi isso. Eu estava sem nenhum puto no bolso e não dava pra comprar nem uma Gillette pra me livrar daquilo!
E eu queria improvisar, de alguma forma eu tinha que improvisar alguma coisa, achar alguma lâmina na bolsa escondida.
Coloquei a bolsa no colo e comecei a vasculhar até achar o estojo rosa... da Mônica... o estojo de ferramentas do técnico.
TINHA DOIS ESTILETES DENTRO DO ESTOJO! O apelidado "desmontável", pelo Bruno, e um outro que eu guardei de casa, que tava meio véiozinho, meio fraco da lâmina.
Vou tentar tirar esse "nocho" daí com um dos estiletes.
E ,óbviamente, eu vou usar o velho! Imagine só, eu, usar o "desmontável" para arriscar a fazer aquilo com ele.

Mas o triste é que eu passava aquilo e não acontecia nada! Não caia nada dali, e eu não ia ficar ali pegando pelo por pelo pra sair dali, eu tinha que pensar numa outra saída, e rápido.
No mesmo momento eu olhei para o casaco.

"MANO, EU TÔ NO BRÁS! O QUE EU ESTOU ESPERANDO PRA BATER UM ROLO COM ISSO?"

Coloquei o casacão de novo, peguei os materiais e andei pela R. Barão de Ladário inteira lançando a mesma lorota:
- Por favor, senhor(a), eu comprei esse casaco faz pouco tempo e me arrependi muito da compra, pois ele não combina comigo, e queria saber se você não poderia simplesmente trocar esse casaco por uma camiseta de manga qualquer daí, eu não faço exigência, só quero a camiseta... E eu paguei nesse casaco R$180,00 , eu acho que vale a pena. Pode ser?

E todas as vezes eu recebi quase a mesma desculpa como resposta:
- Me desculpe, filha (linda, moça, colega, menina). Mas a barraca não é minha, não posso não. Desculpa aí.

E fui fazendo isso até o cruzamento com a R. Oriente.

E saí questionando a maioria deles até conseguir, mas foi sem sucesso.
No momento em que cheguei na porta da escola estavam reunidos em um grupinho a Bárbara, o Abner, a Mayara (eu acho que é esse o nome dela, se não for eu o corrijo) e o Guilherme. Cheguei lá e abracei todo mundo, e a tristeza pelo casaco acabou ali. Apareceu aquela alegria de ter chegado na escola e aquele monte de gente comemorando a sua chegada como se eles fossem um país que acaba de sair de uma guerra e eu fosse a parada dos soldados que estavam regressando da batalha - comparação tensa.
Aquela energia toda lá, todo mundo se abraçando... mó coisa louca.
Ficou mais louco ainda quando chegou a Nana:

- AE FILHA DA PUTA!!!

- Ae caralho! Cheguei nessa porra!

Aí me levaram pro corredor onde tava toda negada lá:
- Henrique
- Matheus
- André
- Jhonny
- Marcelove
- Amanda
- Toshie
- Gabriel
- Uma menina que eu sempre esqueço o nome
- E a mana Brunão

Quando eu cheguei no corredor, parecia que, sei lá!
Todo mundo gritou feliz mano!
E eu fiquei ainda mais feliz de tão linda que foi a cena.

Cumprimentei toda a negada e agradeci por terem nascido. (own que nênis)

Depois fui até o refeitório confiar todas as minhas mágoas para a Bárbara.
Ela na hora já percebeu pela minha cara qual era o problema.
E simplesmente tirou o blusão da escola da cintura e entregou pra mim, dizendo:
-Não se esqueça de me devolver.

Cara, na hora me deu maó vontade de dar um abraço nela, mas as coisas na minha mão e a pressa de querer trocar de casaco só me deixaram falar:
-AAAAAAAAAAAAAIIIIIINNNNN BRIGADA BÁÁÁÁÁÁRBARAA! CLARO QUE DEVOLVO PÔ!
BRIGADAAAAAA!!!!!

E ela só ria da cara ridícula que eu estava fazendo na hora de agradecer.
Eu gostei tanto daquela hora, que me fez esquecer da maldita manhã que eu tive.



Mas em que maldita trapalhada eu fui me meter hein, Carlos de Campos?
Um bandido completo!
BANDIDO!

Depois daquilo eu só lembro de eu e a moçaiada do técnico irmos para a biblioteca para fazer os exercícios da Tia Vera (designada assim pelo mano Gilson), não consegui terminar tudo a tempo, levei uma baita bronca da professora por ter deixado uma brincadeirinha nas folhas...
Dois "Nem fiz" em espaços onde deveriam estar dois trapézios.

Mas depois veio a parte onde o casaco ganhou utilidade:
Começou a chover no horário de saída do técnico... e como eu e o mano Marcelo estávamos sem guarda chuva, tivemos que ir acompanhados um pelo mano Luiz (eu =D) e o outro pela manolinha Lais (o Marcelo)
Aí tinha umas baita poças no caminho mó doidas, eu que tava segurando o guarda-chuva na dupla né, aí a haste ficava batendo na cabeça dele quando pulávamos para nos desvencilhar das poças (e eu só ria).
Foi a volta na chuva mais divertida da minha vida até agora. Nunca ri tanto num dia de chuva...

E nunca me senti tão bem num dia tão ruim.




Cacá limd/ *-*

E quem viu no começo do post que a música Erasure - Always está sugerida, TEM QUE ESCUTAR!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tristeza

Leia ouvindo: Nem tem sugestão hoje ó. Hoje o post é sad. But true.

Wednesday, ou quarta-feira.

Essa quarta-feira foi louca de boa e de ruim ao mesmo tempo.
Foi um dia bastante legal, o ensino médio foi legal, cheio de risada, eu e a maloqueiragem da galera descobrimos bordões novos, piadas novas, e zoamos os mesmos de sempre pra variar um pouquinho né.
Mas o técnico supera o médio na maioria das vezes.
Eu acho que nunca vou ter do que reclamar da sorte que tenho por cair naquela sala, porque eu nunca conheci pessoas tão especiais como aquelas. Todos eles, sem exceção, são pessoas maravilhosas, inteligentes, bonitas e amigas. Eu amo muito aquela sala, e vou ficar muito triste quando aquilo acabar.
Nessa quarta-feira teve um passeio do técnico!
Nós fomos para o shopping Tatuapé para assistir o filme "A Origem", sugestão da professora Edna por ter relação com a matéria que estamos estudando.
Bom, a parte do dia até a hora de ir embora foi maravilhosa. Eu só me senti triste na hora que entrei no primeiro vagão da CPTM.
Manos, manas, eu nunca pensei que eu desse tão pouco valor pra vida que tenho.
Mas eu só percebi isso hoje de manhã, bem de manhã.
Antes eu vou voltar até o momento em que o texto começou a explodir na minha mente.

Logo depois de me despedir da Jô, do mano Gabriel e do mano Luiz, desci as escadas para o trem que tinha com destino a estação Calmon Viana (mas eu nem desço lá, eu desço na estação USP Leste).
Logo depois de entrar no vagão do trem que tinha acabado de parar na estação, me baixou uma horrenda retrospectiva. Mas se eu a guardasse para mim, eu acho que nunca mais seria feliz na minha vida, por isso deixo que leiam aqui, não será de grande interesse, porque será um texto longo, e meloso.


Quarta-feira estava um calor quase que insuportável para quem está de blusa.
Eu estava de blusa. Mas antes que você vá me chamar de tapada, entenda que eu estava com a camiseta do pijama que eu usei pra dormir. E sim, de vez em quando eu não troco de roupa pra ir pra escola.
Estavam aqueles bichinhos chatinhos que ficam voando feito loucos em toda luminária, lâmpada ou poste com luz. Gosto de chamá-los de Siriris ou Aleluias. Só que vários deles acabam ou batendo neles mesmos ou batendo com força na lâmpada, e caem atordoados no chão.
Enquanto eu subia as escadas da estação cairam uns 5 na minha frente. Quando caiu o 6º eu já estava na saída. Eu parei e comecei a observar a agonia do inseto, que se mexia de costas para o chão. Não conseguia levantar e nem bater as asas para voltar à lâmpada e ficar feliz de novo.
Enquanto eu estava parada eu vi o quão triste era a minha situação.
Eu estava na mesma circunstância daquele Siriri que havia acabado de cair. E tudo porque eu havia me entregado totalmente a uma paixão que eu achava que não teria fim. Quer dizer, eu acho que todo mundo quando se apaixona quer que seja para sempre, pois esqueceria os desejos durante a solteirice para adquirir sonhos de casados, ou quem sabe só dividir a mesma casa.
Isso aconteceu comigo. Isso sempre acontece comigo.
Não importa quantas milhões vezes eu me apaixone isso sempre vai acontecer comigo. Mesmo que eu só esteja gostando ou só esteja afim, isso até piora quando eu consigo ficar com a pessoa, porque aí sim fode a porra toda. Eu chego até a pensar em lugares pra morar, países a visitar... tudo! Nós, taurinos, somos muito práticos. Antes de acontecer qualquer coisa, nós já pensamos e calculamos toda a situação. Mas esse continua sendo nosso pior erro. Pois na grande maioria das vezes o que pensamos e calculamos nunca acontece.

Nessa minha ultima vez foi a pior de todas, pois nem eu e nem ele queríamos casar quando envelhecermos.
Então eu sonhava em casas onde só morávamos juntos.

Eu lembro de como eu olhava pra ele, achando que tudo aquilo não seria passageiro.
Eram naqueles olhos castanhos que eu conseguia me sentir muito mais do que sou, eram naquelas mechas de cabelo que meus dedos se perdiam, e era aquele rosto que eu não cansava de olhar. Era o que eu mais gostava de ver no mundo.
E ainda sim não se pode forçar da boa vontade das pessoas, porque ele só estava ali comigo porque ganharia experiências, e não por gostar de mim.

No meio dessa solidão eu continuava a pensar nele, não conseguia dormir, não queria me atrever a esquecê-lo antes de saber o que tinha por trás dele... pois eu não conseguia entender o porquê.
Apesar da chuva no caminho, eu queria estar do lado dele seguindo meu destino. O vento forte nos afastou e não m senti mais a salvo por não estar mais ao seu lado.
Na lembrança de um suspiro e no calor de um abraço, eu era invencível e não conhecia o impossível.
Sempre me sentia a salvo e não queria ir embora nunca.
Bem, tudo precisa ter um fim e nunca é como a gente imagina.

Eu caí depois disso. Me senti terminada.
Eu pensava na minha vida sendo solteira pro resto da vida. com certeza viraria uma magrela repleta de tatuagens, fumante e comelona (ou fodelona) que mora num ônibus articulado verde-limão mobiliado.

Não!
Tire essa imagem de fumante da minha frente!
Mas como eu disse para a outra Lais um dia antes, nenhum homem que nos faz triste é digno de nossas lágrimas, por isso devemos nos erguer e seguir em frente, sem lembrar desses babacas que atormentam nossa vida, pois quanto mais conhecemos os homens, mais admiramos nossos cães.
Não precisamos e nem podemos evitar o clichê, bloquear os sentidos, e retardar o prazer por tristeza.
Todos nós somos fortes o bastante para aguentar um tombo, mas temos que ser mais fortes ainda para levantar.
Vamos quebrar o ciclo e sacudir o sistema. Somos tão melhores quanto as piriguetes que namoram donos de morro em qualquer favela por aí, e tão melhores quanto as outras putas de luxo que namoram caras famosos e ricos.
Porque nós vamos ter algo melhor do que elas.

Alguém que nos ame.
Pode até demorar um pouco para aparecer, mas às vezes nós mesmos temos que procurar por essa pessoa, ela pode estar ainda para acontecer na nossa vida, mas também pode estar a menos de 3 metros de você.


É como eu vivo falando para as meninas que eu vejo chorar.
Não chore porque ele se foi e você quer que ele retorne. Chore sim por até 30 minutos.
Mas depois daí, não ligue mais, pois ninguém pode amparar suas lágrimas como alguém que goste de verdade de você.
Toda panela tem a sua tampa. Então revire seu armário de louças, e se não achar não fique triste. Tem vezes que só aparecem quando não estamos procurando.
Então deixe que o destino te leve onde tem que levar.
Colabore com ele e não faça isso ser pior do que possa parecer.
Você é o que você é, e as pessoas tem que amar você por isso.

Estou ainda meio sem rumo, sem ter pra onde ir ou pra retornar, mas eu precisava passar isso de alguma forma, que nem pessoalmente pode-se tentar contar. Por que eu não viveria mais em paz e eu suma felicidade se continuasse a guardar essas palavras para mim.

Ah, mais uma coisa.
Nada a ver, mas eu precisava postar:

Tchau, Gabi!
We'll miss you!
(nós vamos sentir saudade)



Até mais, babes.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Game Over para o seu temaki... (ou melhor, o meu temaki)

Leia escutando: Delirious - David Guetta, 22 - Lily Allen, Born To Be Wild - Van Hallen, Can't Be Tamed - Miley Cyrus ou She Wolf - Shakira.

Deram Game Over nos meus temakis!!!

Mas pé-pé-pé-pééérai Laís.
Vamos com calma nisso.
"Por que Game Over? Deu alguma coisa errada no seu dia?"
Claro que vou explicar tudo para vocês, queridos, enquanto como a minha ma-ra-vi-lhosa (as ultimas sílabas sempre ficam juntas quando falamos assim, que nem panacas) tigela de sucrilhos com Toddy, preparada especialmente pela Anna, que está aqui do meu lado causando no player killing do Perfect World (para quem não sabe eu jogo isso e uma porção de "Ages" quando fico entediada. Ex.: Mythology, Empires, etc.).

ENTÃO!
Vamos começar essa birita.
Hoje eu acordei. Claro que acordei, se não eu não estaria escrevendo por aqui de novo.
Acordei hoje pensando no meu bilhete único, coisa de quem tem problemas financeiros sérios a ponto de ficar com medo de ter que descer do ônibus por não poder pagar a passagem, mas como eu sou mulher é mais fácil, é só fazer uma carinha de coitada e pedir para ficar antes da catraca, porque "Putz, eu não estou acreditando que acabou o crédito! D'= "
Enfim, hoje eu não tinha crédito no bilhete, e eu precisaria recorrer ao meu velhinho querido favorito para me arranjar uns trocados pra pagar a passagem de ida até o term. Penha e colocar o troco no bilhete, hehe. Mas, antes de qualquer coisa, vamos primeiro trocar esse pijama, pentear o cabelo, escovar os dentes e dar um jeito nesse quarto. Ok, eu só fiquei com a camisa do pijama, mas o blusão da escola sempre dá um toque bom na roupa né? Quem usa a delícia do blusão do Carlos de Campos sabe que ele resolve qualquer coisa.
Coloquei a mala nas costas, pasta na mão e vamos à primeira parada: o banheiro. Peguei a roupa suja do chão e subi as escadas, atravessei a casa para ir até o banheiro dos fundos que fica ao lado da lavanderia, coloquei a roupa no cesto, voltei até a sala de jantar e coloquei a pasta A3 em cima da mesa. Segunda parada: quarto do papai, apertei o interruptor mas não adiantou nada, antes que eu pudesse voltar o passo eu já estava caindo perto da escrivaninha onde fica o computador. Ainda bem que eu me segurei na cadeira e evitei cair de joelhos de novo.
Flashback: umas 3 semanas antes eu havia caído dentro do trem da CPTM naquele meio de bando de mamutes esfomeados e sujos que ficam desesperados para entrar no vagão. Eu, que não sabia que estava na frente da porta, acabei prensada pelos vários "Snorlax" entre 3 homens e umas 15 pessoas querendo entrar ao mesmo tempo num espaço que só passam 2 pessoas. Minha bolsa da marmita ficou presa em dois caras na minha frente e a minha pasta havia se prendido entre eu e uma senhora pança do meu lado, e aquele nojo de apressados me empurrava até o meio do vagão, então algum filho da puta prendeu minha perna quando a bolsa e a pasta soltaram das outras pessoas e eu caí de joelhos no chão do trem. Eu nunca fiquei tão puta da vida em toda a minha vida. E soltei aos berros:
- Puta que pariu é foda essa corja (óbvio que ninguém ali saberia o que é corja). Filhos da puta. Mal-educados da porra, pra ter respeito nesse caralho só com uma bazuca!!!
Claro que as pessoas olhavam espantadas para mim, mas eu vou fazer o quê? Eu estou brava mesmo e vou xingar mesmo e se algum filho da puta vier questionar é soco nele.

Bom, continuando.
Me levantei do chão e bati na porta do quarto "de papai".
Abri a porta bem silenciosamente e disse:
- Pai...
- Hmm...? (dá pra saber quando ele está fazendo uma pergunta com o grunhido que ele faz, é incrível!)
- Eu preciso de dinheiro pra colocar no bilhete, eu não tenho nem pra ir até o terminal.
Ele se levantou em silêncio para não atrapalhar a Magali, que estava dormindo ainda e foi até o banheiro para acender a luz e pegar o dinheiro.
Me entregou e desejou uma boa aula, eu o retribuí desejando-o um bom trabalho - entenda como quiser.

Coloquei o dinheiro no bolso e segui para a cozinha para preparar a marmita.
"Hmm, o que teremos hoje para o almoço?"
Eu tinha três escolhas:
- Sopa de dois dias na geladeira;
- Omelete pra fritar na hora;
- Temakis "encontrados" na geladeira.

MAS É CLARO QUE EU VOU NA TERCEIRA OPÇÃO!!
Temaki, mano, não tem nem comparação com qualquer almoço possível de se inventar, porque é bom e não é tão difícil de comer.
Então vamos preparar a desgraça do seu almoço, Laís.
Ingredientes:

- Uma marmita média;
- Um pote que caiba na marmita que ocupe no máximo a metade do espaço;
- Três temakis;
- 20ml de molho Shoyu;
- 8gr de Wasabi (aquela pasta verde que ARDE PRA CACETE).
Modo de preparo:
Organize os três temakis dentro da marmita maior de forma que ocupem no máximo metade do espaço da marmita. Coloque o molho Shoyu dentro do pote e coloque o pote dentro da marmita - para assegurar que o molho não vai vazar na bolsa, enrole umas duas voltas de durex nele passando pela tampa. Coloque o Wasabi num cantinho da marmita onde os temakis talvez não encostem.
Pronto! Está feita a merda. Agora vamos sair de casa, onde tudo acontece.
A mala já está nas costas, a pasta já está na mão, a bolsa da marmita já está na outra mão. Então vamos sair de casa.
Tudo ocorreu como o de costume até o term. Penha, as mesmas belezuras, o mesmo fedor de gente, tudo igual.
Desci do ônibus e fui até o posto de recarga, e enquanto o mocinho terminava de recarregar, o ônibus que eu ia pegar havia acabado de sair do ponto. O moço me entregou o bilhete e eu agradeci, e corri na direção do ônibus para dar sinal e ele abrir as portas, mas na hora que ele chegou na avenida para ir até o ponto haviam pelo menos 4 outros busões na frente dele, então eu poderia ir andando normalmente até o ponto.
E foi o que eu fiz. Logo depois de subir e passar o cartão, dei alguns passos até o fundo do ônibus e eu escuto alguém dizer "Bom dia, Laís"...
Adivinha quem é?
Nilson.

Eu não odeio o Nilson, mas é que... nós tivemos um começo de amizade tão problemático que eu não estou mais gostando tanto de me encontrar com ele por aí.
Vamos explicar:
Houve uma época quando eu entrei no Carlos de Campos que eu estava gostando de um garoto da minha sala chamado Lucas. E eu morria de vergonha de chegar nele e falar o que eu sentia (e tenho essa vergonha até hoje), e isso durou até mais ou menos abril desse ano. Mas chegou uma hora que eu já tava cansando dessa putaria de gostar dele e não conseguir falar que eu desisti disso. Só que esquecer uma pessoa não é tão fácil assim, pra mim é só um pouco menos díficil, porém a forma que acontece 50 vezes mais anormal do que qualquer outra pessoa que tente esquecer alguém.
A minha forma foi muito idiota.
Na época eu andava meio que sem ter algum pra ficar mimando e ocupando meu tempo pra pensar nele, e estava fraca por isso. Foi num dia que eu encontrei com uma conhecida da escola no ônibus, eu e ela começamos a conversar com o cobrador e tinha alguém que estava prestando atenção demais na conversa.
E ali que eu conheci o cara. eu conheci ele numa sexta feira, na quinta-feira da outra semana ele pediu pra ficar comigo, e eu fiquei. Eu realmente sou muito vulnerável nessas épocas.
Na sexta ficamos de novo e no sábado a gente saiu.
Mas chegou na segunda-feira e eu não estava vendo aquilo como algo que ia sair daquilo, eu não queria mais nada, e ele pensava que nós estávamos namorando!
Enfim, não foi uma época muito boa e eu não quero mais falar nisso.

Bom, eu falei:
-Ah, bom dia, Nilson.
-Quer que eu segure pra você?
Nessa hora eu cometi o maior erro do meu dia. Deixei que ele segurasse as coisas para mim, porque ele estava sentado, e não havia mais nenhum assento vago no ônibus. Ele colocou a minha mala no colo, a pasta apoiada nos joelhos e a bolsa da marmita em cima da mala.
- Ah, deixa a malinha em cima, não pode mexer muito nela porque tem líquido dentro.
- Tudo bem, relaxa.

AAAAAAAAAAAAAAAAH
COMO EU ODEIO QUE FALEM "RELAXA" PRA MIM!!!

Começamos a conversar e tal, até a hora que ele começou a falar de umas cosias tristes pra ele. Até a hora que ele meteu um tapão na malinha...

Continua logo depois dos comerciais.

Leia ouvindo: Daft Punk vs. Young MC - Around the World vs. Bust A Move, Daft Punk - Megamix 1, Beck vs. DJ Shadow - Where It's At vs. Six

Days e Black Eyed Peas vs. Benny Benassi - Boom Boom Pow vs. Satisfaction (Disponíveis na trilha sonora de DjHero).


Para começar, uma observação.


Queria pedir uma gentileza de vocês, queridinhos da tia Laís, que lêem o meu blog, me elogiam tanto pessoalmente quanto pelo MSN, falam que eu escrevo bem e tal, que minhas descrições de cenário e acontecimentos são tão bons que é como se estivessem assistindo e não lendo o que eu quero passar para vocês.

Mas em uma coisa que eu tenho observado que quase ninguém comenta o post no blog, só fora dele! Eu adoraria que vocês deixassem a opnião de vocês sobre o assunto na página do post, eu acompanho a idéia de vocês, aceito sugestões pra deixar esta budega um pouco melhor, e apesar de não parecer, eu sinto um peso na consciência por não continuar postando com frequencia, porque eu adoro a possibilidade de fazer vocês rirem das porcarias que acontecem comigo que eu escrevo ou falo, porque eu também rio disso.

Uma outra coisa que eu queria saber de vocês é se vocês escutam as músicas que eu coloco no topo do post, mas tem um detalhe aí. Eu não estou mandando vocês escutarem, são só uma sugestão mesmo para ouvir durante a leitura, porque na maioria dos posts eu estava com fones de ouvido, e eu as coloquei ali porque era o que eu estava ouvindo no momento. Então vocês não são obrigados a ler, primeiro porque eu não estou lendo do lado de vocês pra controlar as músicas que vocês estão ouvindo, e outra que eu não sei o gosto musical da maioria das pessoas que visitam o site, então é só uma sugestão mesmo - NÃO PRECISA OUVIR, mas seria legal se vocês ouvissem, certo? (hehe)


Onde foi que paramos?

Ah sim.


Retrospectiva

"Bom, eu falei:
-Ah, bom dia, Nilson.
-Quer que eu segure pra você?
Nessa hora eu cometi o maior erro do meu dia. Deixei que ele segurasse as coisas para mim, porque ele estava sentado, e não havia mais nenhum assento vago no ônibus. Ele colocou a minha mala no colo, a pasta apoiada nos joelhos e a bolsa da marmita em cima da mala.
- Ah, deixa a malinha em cima, não pode mexer muito nela porque tem líquido dentro.
- Tudo bem, relaxa.

AAAAAAAAAAAAAAAAH
COMO EU ODEIO QUE FALEM "RELAXA" PRA MIM!!!

Começamos a conversar e tal, aí ele começou a falar de umas coisas tristes pra ele. Até a hora que ele meteu um tapão na malinha..."

TCHUPAF!


A bolsa da marmita cai no chão.
Me abaixei o mais rápido que pude para pegá-la do chão, e a coloquei de novo em cima da mala.
Levei uma das mãos à cabeça e tentei visualizar a bolsa sem sujeira nenhuma, para testar o poder do pensamento positivo.
A minha vontade era de não falar mais nada pra ele. Eu estava tão puta da vida naquela hora que eu tinha vontade de abrir a bolsa, pegar o wasabi e enfiar na boca dele, porque eu tinha acabado de falar que não podia mexer muito aquela porra e ele deixa cair no chão.
Respondi o que ele perguntava da forma mais ríspida que eu conseguia.
Depois de chegar ao Largo da Concórdia, eu nunca me despedi tão rápido de uma pessoa - ou uma pessoa nunca se despediu tão rápido de mim.

Encostei numa das pilastras da loja das Casas Bahia e me deparei com a merda.
Estava tudo molhado de shoyu.
Andei bem rápido para a escola e entrei no refeitório, e lá estava também a Bárbara, que me apoia nesses maravilhosos. Óbvio que eu tive que comer os temakis na hora em que olhei de novo pra eles dentro do refeitório, se não ficariam com um gosto horrível na hora que o shoyu secasse.
Nisso chegou a Bruna (mais conhecida como Brunão) e mais umas pessoas que eu não lembro pra acompanhar o meu café da manhã banhado em shoyu.
Enquanto eu terminava de comer, ia contando a minha história até aquela hora.
Mas teve uma hora que eu me empolguei demais e acabei indo para trás com a cadeira.

Momento Detalhe:
Assim como na minha casa, na divisão da sala de jantar com a sala de estar, o refeitório também tem um degrau assassino, que fica pouco antes do marmiteiro. A minha cadeira estava a poucos centímetros do degrau, na parte de cima.

A sorte foi que eu levantei antes da cadeira cair para trás, só se ouviu o clássico "NHÉÉÉU" do quase.

Essa história não foi legal. Muito menos saborosa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Chuvoso

Leia escutando: You're So True - Joseph Arthur, You Are The Woman - Josh Kelley, Everybody's Changing - Keane ou Unwritten - Natasha Bedingfield.

Chuvoso

Um dia desses eu estava lembrando de um outro dia que estava chuvoso.
Não que hoje esteja chuvoso, só está frio. E eu odeio o frio.
Se dependesse de mim o frio seria um dia de folga, onde você ficaria o dia inteiro em casa, fazendo nada. Absolutamente nada.
"Mas Laís, sua idiota, se você quiser isso é só ir morar nos Estados Unidos"
"Pois é, jumento, grande inteligência você tem. Eu anulo os dias de trabalho no inverno e ganho mais frio e neve de bônus... Gênio"
Se bem que neve parece ser algo divertido de se ver, é agua congelada e fofa! Muito divertido.

Mas não é sobre frio que eu quero falar, é sobre chuva!
Ó chuva... como consegue ser tão chata?
Pior do que água congelada que cai do céu só pode ser água líquida que cai do céu. Quando chove o mundo parece de retardado:
-Pessoas correm
-Pessoas tropeçam
-Pessoas caem
-E tem gente muito foda que corre, tropeça e cai!
Tudo isso por causa do asfalto que fica escorregadio com a água (ORLY???). O chão fica num mix de terra, produto de limpeza e cocô de cachorro que parece que se você cair é mais difícil você morrer com uma queda de 7 metros (que é a altura que uma girafa cai quando nasce) de cabeça do que você se matar de tão nojento que você fica ao escorregar e cair de costas.
Realmente a zona leste paulista é muito feia... (e eu nem vou falar de Guaianazes e do A.E. Carvalho)

E esse post era pra ser uma coisa muito de boas sabe?
Eu ia escrever de um jeito todo feminino e bonitinho... Mas não dá pra falar de uma coisa que eu detesto de um jeito "ai eu respeito tudo". Não dá, não dá.

Bom, eu queria falar mesmo é de umas coisas: umas que eu acho muito legais e outras muito irritantes que acontecem nos dias chuvosos no caminho do Brás e nele também (pra cansar você de ouvir o nome desse bairro).
Eu vou falar primeiro das coisas legais - que não são tão legais assim.
Primeiro que sempre tem lugar no ônibus. O estranho é que deveria acontecer o oposto disso... por exemplo: várias pessoas saindo mais cedo por medo do ônibus atrasar e porque os motoristas geralmente dirigem (ou deveriam dirigir) um pouco mais devagar. E o engraçado disso é que eu nunca peguei busão com um motorista lerdo em um dia de chuva, o que me dá muita raiva, porque é sempre aquele ônibus que é tão velho que parece que a SPTrans anda tão pobre que tem assaltado o acervo de museus para colocar " ônibus novos" nas ruas, e o motorista dirige aquilo como se fosse da Stock Car. E o pior dessa bosta é dirigir assim com essa maravilha de busão na av. Cangaíba.
"PUTA QUE PARIU!"
Como você quer bancar O motorista dirigindo BUSÃO na av. CANGAÍBA???
Aquela merda de avenida que parece um ralador do avesso, e ainda mais quando chega na "curva do S"

Tá vendo aí? Isso é uma descida.

Imagine VOCÊ dentro de uma lata velha cheia de gente que logo de manhã fede mais que o seu banheiro quando você acabou de passar AQUELE "e-mail" . ..
Aposto que você não aguentaria 2 semanas vendo esse tipo de coisa que eu vejo, a não ser que você more em Guaianazes ou no bairro dos Pimentas, em Guarulhos, ou pegue CPTM todo santo dia - que diga-se de passagem é um portal para outra dimensão.
E com isso eu já mudei de assunto de novo.

Voltando um pouco:
Nos dias de chuva eu pego o busão menos lotado.
E eu também vejo um festival de cores no largo da Concórdia. É uma coisa realmente bonita de ver. Todos aqueles guarda-chuvas, sombrinhas e improvisos, todos coloridos e transformando o cinza do dia em um caleidoscópio. As pessoas correndo para trabalhar, comprar ou seja lá o que for e nem se dariam conta se alguém os fotografasse do alto fariam parte de uma belíssima cena... ou não.

E as coisas chatas, Laís?
Anda logo... seu post tá uma bosta e eu quero pelo menos dar um sorrisinho.

Então eu vou te contar das horas de ir embora, que são as mais chatas.
Ano passado e no começo desse ano eu voltava todos os dias para casa depois da aula, e sempre tinha uns 2 dias ou mais no mês em que chovia. Pois bem, toda vez que chovia a av. Celso Garcia ficava com um nível de água elevado, o suficiente para descobrir aquele buraquinho furreca que estava escondido no seu tênis , e o ponto três de ônibus chega a parecer um lago só com água do Tietê, que fede idem. Os carros que passam até fazem onda com a enorme poça suja BEM NA FRENTE do ponto de ônibus, e sempre tem aquele motorista filho da puta metido a engraçadinho que passa em cima da poça pra ver neguinho se matar pra sair de perto da água... e também tem gente que cai em buracos escondidos na guia.

Eu fui uma dessas pessoas.

Numa terrível sexta-feira eu estava indo para a casa da minha mãe depois da escola, cheguei no ponto e ví o ônibus chegando lá de longe. Fui andando e dando sinal enquanto olhava para o letreiro do ônibus.
Não deu tempo de sentir nada.
Eu só fui me dar conta de que eu tinha da perna esquerda 3/4 enfiados num buraco cheio daquela água nojenta quando eu olhei para baixo.
Me levantei daquilo o quanto antes e olhei para a minha perna.
O cheiro começou a subir e meus olhos começaram a lacrimejar de raiva e de repulso. Eu queria morrer naquela hora, mas para a minha sorte não tinha ninguém da escola no ponto, se não eu ia ficar muito mais nervosa.
Quando entrei no ônibus uma mulher entrou também, e, apesar do ônibus só ter eu e mais 7 pessoas contando com ela, o motorista e o cobrador, ela ficou de pé do lado da porta, bem perto do banco onde eu estava.

-Esses políticos não servem de nada não é?
-Como, senhora?
-Você está bem? Vi que caiu no buraco...
-É acho que sim... se eu não tiver nenhuma reação no caminho de casa é só eu tomar banho e limpar tudo isso.
-Malditos, nem tapar buraco eles tem a capacidade de fazer.

E deu sinal para descer.

Ela só entrou para falar comigo e descer logo depois.
Depois que ela desceu eu pude observar que ela estava andando em direção ao ponto que tinha acabado de sair, o ponto onde eu caí no buraco!

O que tem de errado com essas pessoas?
Ah, de repente ela só queria bater um papo... devia estar bem solitária.
Temos que fazer solidariedade. Se alguém no ônibus vier conversar com você, converse.
Seja gentil pelo menos uma vez na sua vida. O mundo precisa de pessoas assim.